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Como diagnosticar

O termo “AUTISMO” vem sendo mais claramente falado há realmente pouco tempo, embora tenha sido nomeado por Eugen Bleuler em 1911. O nome Autismo vem da palavra grega “Autos”, que significa “próprio”, e foi utilizado pelo psiquiatra Eugen Bleuler em 1911 para descrever um dos sintomas da esquizofrenia.

No entanto, foi na década de 40, que o Psiquiatra Infantil Leo Kanner, diferenciou o Autismo de outras psicoses graves da infância através de um trabalho intitulado “Autistic Disturbance of Affective Contact” – Distúrbios Autísticos do Contato Afetivo. Utilizou a palavra “Autismo” para descrever a qualidade de relacionamento de crianças com lesões graves e características semelhantes, sendo a incapacidade em relacionar-se a mais evidente entre elas. Desde então, iniciaram-se novos “olhares” e buscas pela identificação, tratamentos e estimulações.

O Autismo foi enquadrado nos manuais de Classificação de Transtornos e há muito tempo vem recebendo novas nomenclaturas. Entre elas Transtorno Global do Desenvolvimento. No DSM IV (manual diagnóstico de transtornos), havia cinco classificações para o Transtorno Global do Desenvolvimento: Autismo, Transtorno de Asperger, Transtorno Desintegrativo da Infância, Síndrome de Rett, e Autismo Atípico (Não Especificado), e cada um tinha um diagnóstico com características únicas.

Atualmente com a nova edição do DSM – V(em maio de 2014), o diagnóstico do Autismo sofreu algumas modificações na sua organização, sendo que a principal foi à eliminação das categorias: Autismo, Síndrome de Asperger, Transtorno Desintegrativo e Transtorno Global do Desenvolvimento Sem Outra Especificação, sendo assim a nomenclatura do Autismo passou a ser denominada de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Porém não foi apenas uma mudança de nome, e sim de classificação, ou seja, o TEA foi dividido em níveis: leve, moderado e grave.

Para entender melhor sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é necessário compreender quais são as suas características. É importante frisar que conforme o nível (grau) de TEA a criança ou pessoa apresentará ou não todos ou parte dos sintomas a serem descritos (são variáveis, cada pessoa é única)

As principais características que podem oscilar são: dificuldades de relacionamento interpessoal, dificuldade ou incapacidades de estabelecer interações sociais, isolamento, dificuldades em ter consciência do outro; evitar o contato visual. Nem sempre demonstram afetividade; resistência à mudança, em especial, mudanças de rotina. Movimentos estereotipados (movimentos que se repetem frequentemente). Dificuldades para brincar de faz de conta, “manias” e apresentar interesse fixo por um determinado objeto e/ou assunto. Podem apresentar sensibilidade a estímulos sensoriais (auditivo, visual, tátil,paladar olfativo), como por exemplo, demonstrar irritação aos sons agudos ou estridentes como buzina do carro, campainha, sinal da escola, secador de cabelo, batedeira, etc.

Podem apresentar comportamentos agressivos como o ato de bater com a cabeça repetitivamente, morder-se, jogar-se ao chão quando são contrariados, além de auto-agredir-se, muitas vezes sem razão aparente. Quanto à linguagem, podem apresentar incapacidades quanto à comunicação gestual ou verbal. Além de apresentarem vocalizações não relacionadas com a fala, produzindo alguns balbucios, ou repetição de palavras ou frases (ecolalia). Quando verbais, podem ter dificuldade em iniciar ou manter uma conversa e dificultosa compreensão de metáforas.

O TEA surpreende pela diversidade de características que pode apresentar e principalmente pelo fato de, na maioria das vezes, a pessoa que tem o transtorno ter uma aparência não sindrômica.

Nos últimos tempos, há um grande questionamento que é feito em Congressos e estudos reconhecidos: estão nascendo mais crianças com autismo ou estão sendo mais bem diagnosticadas? Esse é ainda um grande dilema a ser definido. Mas o fato é que o olhar diagnóstico está mais abrangente e através do maior preparo de profissionais e Escolas, as crianças com TEA estão sendo encaminhadas para avaliações e tratamentos adequados. Outro questionamento é: Por quem deve ser avaliado uma criança com suspeita de Transtorno do Espectro do Autismo?

A indicação para avaliação de TEA, é melhor definida quando é realizada por uma equipe multidisciplinar, podendo incluir: Médico Neuropediátra; Neuropsicólogo; Fonoaudiólogo, Terapeuta Ocupacional. Sendo assim, a avaliação se dará de forma a pontuar questões, como: Reconhecimento e diferenciação do nível do espectro de autismo apresentado pela criança e análise de sua capacidade cognitiva;

Nível comportamental, (discrepâncias entre inteligência e comportamento adaptativo); Estilos de aprendizado (se beneficia de dicas verbais? Visuais?); Aspectos da linguagem sintática, pragmática e semântica; Análise de possibilidades medicamentosas (se necessárias); Observação das potencialidades, dificuldades e definição de programas educacionais individualizados e tipos de intervenção adequados a cada criança; Entre outras. Após o diagnóstico, é indicado a cada, em média, dezoito meses, reavaliação para averiguação evolutiva, ou seja, mensurar avanços pré e pós intervenção.

Hoje, sabe-se que as primeiras manifestações podem ser observadas desde o primeiro ano de vida. Crianças com pelo menos dois sintomas citados neste, em especial: dificuldade para se comunicar, falta de habilidade para interagir socialmente, interesses restritos e comportamentos repetitivos, que estas possam ser encaminhadas para avaliação. Receberão, assim, o diagnóstico clínico adequado, para estimulações apropriadas. Quanto mais cedo a criança tiver o correto diagnóstico e antes receber o tratamento adequado, melhor será seu desenvolvimento.

AMA Oeste - Associação de Pais e Amigos do Autista de Chapecó e Região

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